COMO MUITOS SABEM, EU ADORO ANA MARIA MACHADO! E MEUS ALUNOS JÁ ESTÃO INFLUÊNCIADOS...
LEIO OBRAS DE VÁRIOS AUTORES, MAS TENHO UMA ESTIMA ESPECIAL POR ELA!
DEIXO AQUI ,ALGUMAS SUGESTÕES DE OBRAS QUE  LEMOS NESTE BIMESTRE:


A GALINHA QUE CRIAVA UM RATINHO



NUMA CASINHA BRANCA COM TELHADO DE SAPÊ MORAVAM UM GALO E UMA GALINHA. MAS ELES NÃO TINHAM PINTINHOS, E COMO QUERIAM TER MUITOS FILHOS, PEGARAM UM RATINHO PARA CUIDAR. INSPIRADA NUM CONTO TRADICIONAL, UMA HISTÓRIA DELICIOSA PARA OS PEQUENINOS






O PAVÃO DO ABRE-E-FECHA


O PAVÃO SE ACHAVA LINDO COM A CAUDA ABERTA TODA COLORIDA, MAS QUANDO OLHAVA PARA SEUS PÉS SE SENTIA DESAJEITADO. QUANDO FOI CONVIDADO PARA UMA FESTA NO CÉU, TRATOU DE ENSAIAR UNS PASSOS DE DANÇA. MAS NÃO TINHA JEITO, O POBRE PAVÃO DANÇAVA MEIO ESQUISITO.






CADÊ MEU TRAVESSEIRO?





EM BUSCA DE SEU TRAVESSEIRO, ISADORA VIAJA AO MUNDO DO SONO E DOS SONHOS, NAS ASAS DAS CANTIGAS INFANTIS E DOS CONTOS DE FADAS.






O MENINO PEDRO E SEU BOI VOADOR




PEDRO VOLTA DA ESCOLA CHEIO DE NOVIDADES. TINHA FEITO UM NOVO AMIGO, UM BOI VOADOR NEGRO E LINDO QUE NÃO CANSA DE BRINCAR. O DIFÍCIL É CONVENCER SUA FAMÍLIA QUE SUA NOVA AMIZADE REALMENTE EXISTE.





AH, CAMBAXIRRA, SE EU PUDESSE...




UMA CAMBAXIRRA CONTRUIU O SEU NINHO NA ÁRVORE MAIS BONITA DA FLORESTA. VEIO O LENHADOR CORTAR A ÁRVORE, MAS O PÁSSARO NÃO PERDEU TEMPO. LUTOU COM BRAVURA PARA DEFENDER O QUE É SEU, FALANDO COM TODOS OS PODEROSOS.










O BARBEIRO E O CORONEL



SERÁ QUE O BARBEIRO CONSEGUE SABER QUANTOS FIOS DE CABELO HÁ NA CABEÇA DO CORONEL? É MELHOR ELE DESCOBRIR LOGO, SE NÃO QUISER SOFRER NAS MÃOS DOS CAPANGAS DO PODEROSO E TEMIDO FAZENDEIRO









PIMENTA NO COCURUTO




UMA GALINHA QUE COM TUDO SE APAVORA DEIXA TODOS OS BICHOS APAVORADOS. SERÁ MESMO QUE O MUNDO VAI ACABAR, COMO PENSA A GALINHA? CONTO FOLCLÓRICO RECONTADO.











UMA BOA CANTORIA



O REI, MUITO MANDÃO, PROIBIU: NINGUÉM MAIS PODE CANTAR NESSE REINO. E AS PESSOAS, POR MEDO DO REI, FICARAM ANOS SEM CANTAR. É CLARO QUE UM DIA ISSO IA MUDAR.











O VEADO E A ONÇA



A ONÇA ESTAVA PRECISANDO DE UMA CASA PARA MORAR E ACHOU UM LUGAR PERFEITO. O VEADO TAMBÉM ESTAVA PROCURANDO UM LUGAR PARA MONTAR SUA CASINHA E ACHOU UM ÓTIMO ESPAÇO. SERÁ QUE ELES VÃO SER VIZINHOS





SÓ UM MINUTINHO



UMA VOVÓ BEM ATIVA RECEBE A VISITA DO SENHOR ESQUELETO, NA VERDADE, A MORTE, QUE VEM BUSCÁ-LA. MAS ELA É MUITO ESPERTA E VAI ADIANDO O MOMENTO DA PARTIDA, ARRUMANDO COISAS PARA SUA FESTA DE ANIVERSÁRIO E PEDINDO-LHE PARA ESPERAR UM MINUTINHO.
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CAMA DA MAMÃE

A CAMA DA MAMÃE É O LUGAR PREFERIDO DAS CRIANÇAS PARA SUAS BRINCADEIRAS. ALGUMAS VEZES É O PONTO DE ENCONTRO DA FAMÍLIA PARA UMA REUNIÃO. OUTRAS VEZES, MAMÃE QUER FICAR LÁ SOZINHA E SOSSEGADA. MAS NA HORA DE DORMIR... NÃO TEM CAMA MELHOR DO QUE A DA MAMÃE!






Biografia
História de Ana

Na vida da escritora Ana Maria Machado, os números são sempre generosos. São 40 anos de carreira, mais de 100 livros publicados no Brasil e em mais de 18 países somando mais de dezoito milhões de exemplares vendidos. Os prêmios conquistados ao longo da carreira de escritora também são muitos, tantos que ela já perdeu a conta. Tudo impressiona na vida dessa carioca nascida em Santa Tereza, em pleno dia 24 de dezembro.

Vivendo atualmente no Rio de Janeiro, Ana começou a carreira como pintora. Estudou no Museu de Arte Moderna e fez exposições individuais e coletivas, enquanto fazia faculdade de Letras na Universidade Federal (depois de desistir do curso de Geografia). O objetivo era ser pintora mesmo, mas depois de doze anos às voltas com tintas e telas, resolveu que era hora de parar. Optou por privilegiar as palavras, apesar de continuar pintando até hoje.

Afastada profissionalmente da pintura, Ana passou a trabalhar como professora em colégios e faculdades, escreveu artigos para revistas e traduziu textos. Já tinha começado a ditadura, e ela resistia participando de reuniões e manifestações. No final do ano de 1969, depois de ser presa e ter diversos amigos também detidos, Ana deixou o Brasil e partiu para o exílio. A situação política se mostrou insustentável.


Na bagagem para a Europa, levava cópias de algumas histórias infantis que estava escrevendo, a convite da revista Recreio. Lutando para sobreviver com seu filho Rodrigo ainda pequeno, trabalhou como jornalista na revista Elle em Paris e na BBC de Londres, além de se tornar professora na Sorbonne. Nesse período, ela consegue participar de um seleto grupo de estudantes cujo mestre era Roland Barthes, e termina sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia sob a sua orientação. A tese resultou no livro "Recado do Nome", que trata da obra de Guimarães Rosa. Mesmo ocupada, Ana não parou de escrever as histórias infantis que vendia para a Editora Abril.

A volta ao Brasil veio no final de 1972, quando começou a trabalhar no Jornal do Brasil e na Rádio JB - ela foi chefe do setor de Radiojornalismo dessa rádio durante sete anos. Em 76, as histórias antes publicadas em revstas passaram a sair em livros. E Ana ganhou o prêmio João de Barro por ter escrito o livro "História Meio ao Contrário", em 1977. O sucesso foi imenso, gerando muitos livros e prêmios em seguida. Dois anos depois, ela abriu a Livraria Malasartes com a idéia de ser um espaço para as crianças poderem ler e encontrar bons livros.

O jornalismo foi abandonado no ano de 1980, para que a partir de então Ana pudesse se dedicar ao que mais gosta: escrever seus livros, tantos os voltados para adultos como os infantis. E assim foi feito, e com tamanho sucesso que em 1993 ela se tornou hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Finalmente, a coroação. Em 2000, Ana ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da literatura infantil mundial. E em 2001, a Academia Brasileira de Letras lhe deu o maior prêmio literário nacional, o Machado de Assis, pelo conjunto da obra.

Em 2003, Ana Maria foi eleita para ocupar a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o Dr. Evandro Lins e Silva. Pela primeira vez, um autor com uma obra significativa para o público infantil havia sido escolhido para a Academia. A posse aconteceu no dia 29 de agosto de 2003, quando Ana foi recebida pelo acadêmico Tarcísio Padilha e fez uma linda e afetuosa homenagem ao seu antecessor.



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